Resumo Principais Notícias Semana 28 Jul à 01 Ago 2025
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Resumo Principais Notícias Semana 28 Jul à 01 Ago 2025
Agro: Plano Safra, Queda do Dólar e Clima no Radar
A última semana de julho foi marcada por uma intensa expectativa em torno do anúncio do Plano Safra 2025/26, que pautou as discussões em todo o setor. Paralelamente, a forte queda do dólar frente ao real trouxe um cenário de dupla face: alívio nos custos de insumos importados, mas pressão sobre a rentabilidade das commodities de exportação. O avanço da colheita do milho safrinha e o clima predominantemente seco completaram o panorama, exigindo atenção e planejamento do produtor rural.
Reflexão da Semana
O anúncio do Plano Safra 2025/26 pelo Ministério da Agricultura, com um montante recorde de R$ 570 bilhões, representou o evento de maior impacto da semana. Mais do que os valores, o plano sinaliza um forte apoio governamental ao setor, especialmente ao pequeno e médio produtor, com a destinação de R$ 98,6 bilhões ao Pronaf e Pronamp. A ênfase em práticas sustentáveis, com taxas de juros reduzidas para sistemas de produção que preservem o meio ambiente, é um indicativo claro da direção que o governo deseja para o agronegócio brasileiro.
Este movimento alinha o Brasil às crescentes exigências dos mercados internacionais e pode abrir novas portas para produtos com certificação de sustentabilidade. A mensagem é que a produtividade e a responsabilidade ambiental não são apenas compatíveis, mas essenciais para a competitividade futura do agro nacional. O desafio será garantir que o crédito chegue de forma eficiente à ponta e que os mecanismos de incentivo à sustentabilidade sejam claros e acessíveis para todos os portes de produtores.
Foco: Os 10 Setores de Maior Impacto no Agronegócio
1. Grãos (Soja e Milho)
A semana foi de pressão para os preços da soja, diretamente impactados pela queda do dólar, que recuou para R$ 5,35 no dia 1º de agosto. A saca no porto de Paranaguá chegou a ser negociada abaixo de R$ 115,00. Para o milho, o avanço da colheita da safrinha, que atingiu 70% da área no Centro-Sul, aumentou a oferta interna e manteve os preços pressionados, com a saca na B3 operando em torno de R$ 52,00.
Fonte: Notícias Agrícolas / CEPEA/ESALQ-USP
2. Pecuária de Corte
O mercado do boi gordo sentiu o impacto negativo da valorização do real, que torna a carne brasileira mais cara no mercado externo. A arroba em São Paulo apresentou leve recuo, fechando a semana na casa dos R$ 318,00. Apesar disso, o ritmo dos abates continuou forte, e a demanda interna, aquecida pelo início do mês e pagamento de salários, ajudou a sustentar os preços e a evitar quedas mais bruscas.
Fonte: Scot Consultoria
3. Aves e Suínos
Para a suinocultura e avicultura, a queda do dólar e a pressão sobre os preços do milho trouxeram alívio nos custos de produção, melhorando a relação de troca para os produtores. Os preços do suíno vivo e do frango abatido mostraram estabilidade a leve alta, impulsionados pela demanda doméstica na virada do mês. A ABPA destacou que o setor aguarda a consolidação da queda nos insumos para planejar o próximo ciclo produtivo.
Fonte: Suinocultura Industrial
4. Café
O mercado de café também foi pressionado pela forte desvalorização da moeda americana. As cotações do arábica na Bolsa de Nova York recuaram, e no mercado físico brasileiro, a saca do café tipo 6 ficou abaixo de R$ 1.650,00 em importantes praças produtoras. O tempo seco em Minas Gerais e São Paulo favoreceu a qualidade dos grãos que estão sendo colhidos e processados.
Fonte: Canal Rural
5. Cana-de-Açúcar (Açúcar e Etanol)
O setor sucroenergético avançou com a moagem em ritmo acelerado, beneficiado pelo tempo seco. A produção de açúcar seguiu como prioridade para a maioria das usinas do Centro-Sul, visando aproveitar os preços remuneradores no mercado de exportação, embora a queda do dólar tenha acendido um alerta. Os preços do etanol hidratado se mantiveram estáveis nas bombas, com paridade vantajosa sobre a gasolina em diversos estados.
Fonte: NovaCana
6. Algodão
A colheita do algodão atingiu 55% da área plantada no Brasil, com destaque para o bom andamento dos trabalhos na Bahia e em Mato Grosso. A qualidade da pluma colhida até o momento é considerada muito boa. As cotações internacionais em Nova York apresentaram volatilidade, e no mercado interno, a pressão do câmbio foi parcialmente compensada pela firme demanda da indústria têxtil.
Fonte: CONAB (dados de progresso de safra)
7. Hortifruticultura
O tempo seco e o frio ameno em parte do Sudeste e Sul beneficiaram a qualidade de diversas hortaliças, como tomate e batata, cujos preços mostraram tendência de queda para o consumidor final. No setor de frutas, a colheita de citros continuou em bom ritmo, e o mercado de manga e mamão começou a se aquecer com o início dos preparativos para exportação para a Europa.
Fonte: HFRural/Cepea
8. Mercado de Insumos (Fertilizantes e Defensivos)
A queda do dólar foi a principal notícia para o setor, tornando as importações de fertilizantes e defensivos mais baratas. Este movimento estimulou negócios, com produtores aproveitando para fechar pacotes de insumos para a safra de verão 2025/26. A expectativa é que a redução de custos se reflita em uma maior aplicação de tecnologia nas lavouras.
Fonte: Agrolink
9. Clima e Sustentabilidade
Uma massa de ar seco predominou sobre a maior parte do Brasil, mantendo o tempo firme e favorecendo as atividades de colheita. No entanto, o INMET emitiu alertas para a baixa umidade relativa do ar em estados do Centro-Oeste. Em sustentabilidade, o destaque da semana foi o anúncio do Plano Safra, que incluiu R$ 10 bilhões para o Programa de Modernização da Frota de Tratores (Moderfrota) e juros reduzidos para práticas sustentáveis.
Fonte: INMET / MAPA
10. Agtech e Inovação
Startups do setor de crédito rural digital ganharam destaque com o anúncio do Plano Safra. Plataformas que facilitam o acesso de produtores a recursos de Cédulas de Produto Rural (CPR) e outras modalidades de financiamento registraram aumento na procura. O uso de imagens de satélite para análise de crédito e seguro rural também foi um tema em alta, discutido em webinars do setor.
Fonte: StartAgro
Radar Agro 30: O Que as Principais Fontes do Setor Publicaram
Órgãos Governamentais e Agências Reguladoras
1. Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA – Brasil): Lançou oficialmente o Plano Safra 2025/2026, com R$ 570 bilhões em crédito rural e foco em sustentabilidade.
2. Embrapa (Brasil): Divulgou um comunicado sobre cultivares de feijão mais resistentes à seca, como alternativa para a safrinha.
3. CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento – Brasil): Publicou seu boletim de Progresso de Safra, detalhando o avanço da colheita do milho, algodão e culturas de inverno.
4. USDA (Departamento de Agricultura dos EUA): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto focado no Brasil nesta semana.
5. FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
6. IBAMA (Brasil): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto para o agronegócio nesta semana.
7. ANVISA (Brasil – Foco em defensivos): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
8. Banco Central do Brasil: Reduziu a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, movimento que contribuiu para a queda do dólar.
Mídia Especializada e Periódicos
9. Canal Rural: Fez cobertura completa do lançamento do Plano Safra, com análises de economistas e representantes do setor.
10. Notícias Agrícolas: Acompanhou o impacto diário da queda do dólar sobre as cotações das principais commodities agrícolas.
11. Globo Rural: Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
12. Reuters Agriculture: Reportou a queda do real brasileiro e seus efeitos sobre os contratos futuros de soja, açúcar e café em bolsas internacionais.
13. Successful Farming: Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto focado no Brasil nesta semana.
14. Agrofy News: Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
Associações e Entidades de Classe
15. CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil): O presidente da entidade, João Martins, elogiou o volume de recursos do Plano Safra, mas ponderou sobre a necessidade de juros mais baixos.
16. Aprosoja Brasil: Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
17. UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
18. ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
19. Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
20. ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal): Divulgou nota ressaltando que a queda nos preços dos grãos é fundamental para a recuperação do poder de compra do setor.
21. OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras): Saudou o anúncio do Plano Safra, destacando a importância dos recursos para os programas de financiamento das cooperativas.
Mercado Financeiro e Consultorias
22. B3 (Commodities): Os contratos futuros de milho e soja fecharam a semana em baixa, pressionados pelo câmbio e pelo avanço da colheita.
23. Bolsa de Chicago (CME Group): O mercado de grãos operou com volatilidade, de olho no clima favorável no Meio-Oeste americano.
24. Rabobank (Análises de mercado): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
25. XP Agro: Publicou análise sobre o Plano Safra, considerando os valores positivos para o setor, com destaque para as empresas de insumos e máquinas.
26. StoneX: Divulgou relatório aos clientes sobre o ritmo da colheita de milho safrinha e seu impacto na logística de exportação.
Universidades e Centros de Pesquisa
27. ESALQ/USP (Cepea): Divulgou seus indicadores semanais, apontando queda nos preços de soja e milho e estabilidade para o boi gordo.
28. Universidade Federal de Viçosa (UFV): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
29. Wageningen University & Research (Holanda): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
30. Purdue University (Center for Commercial Agriculture – EUA): Nenhuma publicação ou anúncio de grande impacto nesta semana.
FAQ da Semana: 10 Perguntas e Respostas
Pergunta: Qual o valor total do Plano Safra 2025/26?
Resposta: O governo federal anunciou um total de R$ 570 bilhões em crédito rural.
Pergunta: Como a queda do dólar afetou o agronegócio?
Resposta: Pressionou para baixo os preços de commodities de exportação como soja e café, mas, por outro lado, barateou a importação de insumos como fertilizantes.
Pergunta: O que é o Pronaf e o Pronamp, que foram destaque no Plano Safra?
Resposta: São programas de crédito voltados para a agricultura familiar (Pronaf) e para o médio produtor rural (Pronamp), que receberam um volume expressivo de recursos com juros subsidiados.
Pergunta: A colheita do milho safrinha está adiantada ou atrasada?
Resposta: Está em ritmo acelerado. O tempo seco favoreceu os trabalhos, e a colheita já alcança cerca de 70% da área no Centro-Sul do país.
Pergunta: O preço do boi gordo caiu muito com a valorização do real?
Resposta: Houve um leve recuo, mas a queda não foi acentuada porque a boa demanda interna no início do mês ajudou a dar sustentação ao mercado.
Pergunta: O Plano Safra trouxe alguma novidade para a sustentabilidade?
Resposta: Sim, o plano oferece taxas de juros mais baixas para produtores que adotam práticas sustentáveis, como recuperação de pastagens e sistemas de plantio direto.
Pergunta: Para quem produz frango e suíno, a semana foi boa ou ruim?
Resposta: Foi positiva. A queda no preço do milho e do dólar (que afeta o farelo de soja) reduz os custos com ração, que é o principal componente do custo de produção.
Pergunta: Como está o clima para as atividades no campo?
Resposta: O tempo está predominantemente seco na maior parte do Brasil, o que é excelente para a colheita de grãos, café e cana, mas acende um alerta para a baixa umidade do ar.
Pergunta: É um bom momento para comprar fertilizantes?
Resposta: Sim, a queda do dólar tornou os preços dos fertilizantes importados mais atrativos, criando uma boa janela de oportunidade para a compra.
Pergunta: A taxa de juros Selic foi alterada?
Resposta: Sim, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, o que influenciou na desvalorização do dólar e pode baratear outras linhas de crédito no futuro.
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